Mostrando postagens com marcador hospitalidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hospitalidade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de junho de 2017

#173 - Voluntariado



Bill Hybels é um expoente líder cristão, pastor sênior da Willow Creek Church, nos EUA. Dentre suas incontáveis contribuições, ele desenvolveu o Leadership Summit, evento mundial para a área de liderança, que acontece inclusive em várias cidades do Brasil. 

Certa vez lhe perguntaram o seguinte:

"Como você tem coragem de pedir que pessoas tão atarefadas no trabalho ou em casa se envolvessem como voluntárias na igreja? Você não se sente culpado por fazer isto?"  E seguindo, acrescentou: "Não é justo sobrecarregar esta gente!"

O pastor Bill demonstra razões ainda mais lógicas para esta inquietude pertinente. Diz que a realização de nossa vida se dá quando a missão de Deus para nós é identificada como nosso maior sublime propósito. E acrescenta um dos muitos e-mails que recebe de seus voluntários:

"Três anos atrás você me lançou o desafio de trabalhar como voluntário. A princípio, hesitei; mas você não desistiu. Hoje, não sei como lhe agradecer. O significado que tenho na vida, a sensação de domínio que sinto, as amizades que tenho feito, o crescimento espiritual que tenho experimentado - tudo isso está ligado diretamente ao fato de eu ter encontrado o meu lugar adequado para servir. Serei grato a você pelo resto da vida por ter-me convidado a participar do jogo."

E o Pr. Bill conclui
"É muito mais divertido ser participante que espectador."



Luciano Oliveira
Curitiba, 22 de junho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

domingo, 18 de junho de 2017

#167 - Vida Sem Crachá



Estou lendo o livro "A Vida Sem Crachá", de Cláudia Guidice.


Cláudia foi uma executiva do Grupo Abril durante 23 anos. E um dia, inesperadamente, ela foi demitida. 

Seu livro é um compilado do blog que ela escreve, o A Vida Sem Crachá. Um livro muito fácil e gostoso de ler, com boas lições e aprendizados que ela descreve ao final de cada capítulo.

Logo no começo do livro já manda um axioma: "Chefes fazem escolhas. Se não o chamaram para escolher, é porque o escolheram. Simples assim". 

Felizmente ela tinha uma espécie de "Plano B" na manga, cuja demissão pode catalisar. Uma pousada, que lhe serviu como terapia e fonte de renda. Ela está feliz, mas teve de reprogramar seu mindset, e isto lhe custou um empenho emocional considerável.

Uma vida simples foi uma das lições mais importantes, julgo eu, que deixou no livro. Descreve alguns de seus novos comportamentos:
  • Restaurantes caros. A diversão agora é procurar lugares baratos e legais com comida sensacional. Ou cozinhar em casa para os amigos.
  • Roupas e acessórios novos e desnecessários. Fiz uma vistoria nos meus armários, e tenho figurino para três encarnações. Hoje posso repetir roupas com mais frequência.
  • Sem pacotes premiuns de canais que falam só japonês na TV a Cabo.
  • Simplificar a vida, com um celular bom e funcional.
  • Otimizar as assinaturas de jornais e revistas, com apenas 1,99.
  • Explorar mais a disponibilidade de transportes coletivos. (ela escreve isso antes da popularização do Uber).
  • Abrir mão do carro. 
 Ainda não terminei o livro, porém suas histórias têm sido de grande inspiração. Praticar o desapego do status atual, e aliar isso ao empreendedorismo, pode ser uma grande fonte de alegria e prazer.

Luciano Oliveira
Curitiba, 16 de junho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

quarta-feira, 8 de março de 2017

#67 - Hospitalidade


"Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos." - Hebreus 13:2

Qual seria a relação de um tema tão íntimo como a hospitalidade com o mundo do trabalho?

Pode parecer algo desconexo, mas talvez não seja. Ser hospitaleiro significa receber bem, acolher, tornar o ambiente familiar e dar a sensação de pertencimento.

Me recordo que no dia 16/5/11, no primeiro dia de trabalho em uma nova empresa, não houve grande festa ou recepção para mim. Após o processo de integração, fui encaminhado ao departamento que ia trabalhar. Como o andar estava em adequação, acabei sentando por uns dias na sala de reuniões até que um lugar fixo me fosse facilitado. Neste primeiro dia uma jovem funcionária me abordou com uns chocolates, e para mim isto foi um gesto bastante hospitaleiro da parte dela, tendo uma maior relevância pelo momento que eu estava vivendo. Com isto ela assumiu uma posição diferente da maioria em meu subconsciente, e sempre busquei tratá-la com ainda mais consideração.

O conselho que o apóstolo São Paulo dá aos hebreus acima, e que serve para nós, nos dá a dimensão que a hospitalidade pode ter em nossas vidas. Talvez não serão anjos alados que teremos a oportunidade de acolher, mas de igual modo receberemos o imenso privilégio de ser parte das boas memórias e lembranças no consciente de muitos.

Luciano Oliveira
Curitiba, 8 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br