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domingo, 18 de junho de 2017

#168 - Pintando Alvos


Extraído e adaptado do livro "A Vida Sem Crachá", de Cláudia Giudice.

Era uma vez um arqueiro, bicho do mato, famoso por atirar suas flechas sempre no centro do alvo. Quem passava por onde ele morava tinha pavor, afinal o cara era craque na pontaria. Um guerreiro, curioso e destemido, soube do feito e decidiu encará-lo para conhecer o segredo de tamanha mira. Como era possível alguém ter um índice tão grande de acertos?

Lá se foi o guerreiro para a floresta falar com o arqueiro solitário, que ao contrário da lenda, o recebeu muito bem. Tratava-se de um louco manso. 

- Você pode me explicar como consegue acertar sempre no centro do alvo das árvores dessa floresta? - perguntou o bravo lutador.

- Claro - respondeu o doidinho. - Me acompanhe!

Com habilidade, ele sacou uma flecha e, zás, atirou em uma árvore a cem metros de distância. Foi para casa e trouxe um balde de tinta. Pacientemente pintou um lindo alvo ao redor da flecha. Quando acabou, perguntou rindo:

- Quer atirar também?

Muita gente acaba pintando alvos em sua vida, contentando-se com resultados pífios pelo medo de fracassar. Acomodam-se com os pequenos lucros já obtidos, sem vontade de puxar mais a corda. 

"Quem se afasta do fracasso se afasta do sucesso."


Luciano Oliveira
Curitiba, 17 de junho de 2017
lramosoliveira

#167 - Vida Sem Crachá



Estou lendo o livro "A Vida Sem Crachá", de Cláudia Guidice.


Cláudia foi uma executiva do Grupo Abril durante 23 anos. E um dia, inesperadamente, ela foi demitida. 

Seu livro é um compilado do blog que ela escreve, o A Vida Sem Crachá. Um livro muito fácil e gostoso de ler, com boas lições e aprendizados que ela descreve ao final de cada capítulo.

Logo no começo do livro já manda um axioma: "Chefes fazem escolhas. Se não o chamaram para escolher, é porque o escolheram. Simples assim". 

Felizmente ela tinha uma espécie de "Plano B" na manga, cuja demissão pode catalisar. Uma pousada, que lhe serviu como terapia e fonte de renda. Ela está feliz, mas teve de reprogramar seu mindset, e isto lhe custou um empenho emocional considerável.

Uma vida simples foi uma das lições mais importantes, julgo eu, que deixou no livro. Descreve alguns de seus novos comportamentos:
  • Restaurantes caros. A diversão agora é procurar lugares baratos e legais com comida sensacional. Ou cozinhar em casa para os amigos.
  • Roupas e acessórios novos e desnecessários. Fiz uma vistoria nos meus armários, e tenho figurino para três encarnações. Hoje posso repetir roupas com mais frequência.
  • Sem pacotes premiuns de canais que falam só japonês na TV a Cabo.
  • Simplificar a vida, com um celular bom e funcional.
  • Otimizar as assinaturas de jornais e revistas, com apenas 1,99.
  • Explorar mais a disponibilidade de transportes coletivos. (ela escreve isso antes da popularização do Uber).
  • Abrir mão do carro. 
 Ainda não terminei o livro, porém suas histórias têm sido de grande inspiração. Praticar o desapego do status atual, e aliar isso ao empreendedorismo, pode ser uma grande fonte de alegria e prazer.

Luciano Oliveira
Curitiba, 16 de junho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

quinta-feira, 11 de maio de 2017

#131 - Gente de convence


Extraído do livro "Gente de Convence", de Eduardo Ferraz, as 10 ferramentas que fazem a diferença na hora de ser mais firme e convincente:

  1. Aproveite o seu perfil de convencimento. Existem 6 tipos de perfis que podem ser avaliados neste link. 
  2. Fale sobre sua vida, conhecimento e experiências.
  3. Demonstre confiança e assuma a responsabilidade.
  4. Abra espaço para ser questionado.
  5. Use o bom humor
  6. Demonstre humildade, mas evite o coitadismo
  7. Explique como resolverá os problemas/necessidades do outro
  8. Ofereça valor, não preço
  9. Ofereça uma amostra grátis
  10. Use "E" em vez de "OU"

Luciano Oliveira
Curitiba, 11 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 5 de maio de 2017

#125 - Era do Conhecimento



As Eras do Trabalho

A Era Industrial foi um período onde as pessoas consideravam o trabalho como um sobrevivência. Ela iniciou com a Revolução Industrial, e durou até o advento e popularização da Internet.

A Era da Informação tem durado poucas décadas, e é caracterizada pela popularização em massa da informação. Como a qualidade de vida das pessoas melhorou muito com a Era Industrial, na Era da Informação as pessoas começam a buscar mais significado no trabalho. Espera-se que a empresa seja fonte de felicidade e satisfação.

A Era do Conhecimento tem se iniciado a fim de organizar a grande nuvem de informação disponível, na tentativa de dar utilidade prática. Os profissionais desta era serão aqueles que trazem soluções para a sociedade. Já não serão mais parte do problema, mas da solução. Por isso, irão encontrar recompensa financeira e satisfação pessoal. 

Luciano Oliveira
Curitiba, 5 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 28 de abril de 2017

#118 - Money


A seção de Economia da UOL adaptou um artigo da Business Insider, que no jargão popular "joga para a torcida". 

Ser rico é algo desejado pela maioria. Afinal, todo mundo tem um plano para os milhões que viesse a ganhar na Loteria, mesmo nunca tendo jogado. O dinheiro em abundância mexe com a imaginação.

O artigo destaca 10 comportamentos que afastam a possibilidade de angariar uma grande bolada.

  1. Trabalhar duro, mas de maneira não inteligente. Tanto quanto trabalhar muito, saber investir é fazer o dinheiro gerar mais dinheiro.
  2. Pensar apenas em economizar, ao invés de ganhar mais. Concentrar em aumentar a renda é mais eficaz que reduzir os gastos.
  3. Ganhar mais do que gasta é um óbvio comportamento destrutivo. Num país com os juros mais altos do mundo como o Brasil, ser devedor é um péssimo negócio.
  4. Contentar-se com um salário estável. Pessoas ricas preferem receber pelos resultados que geram, ao invés de apenas serem compensados pelas horas trabalhadas. 
  5. Investimento tardio. Quem demora muito para investir perde o maior dos benefícos: a mágica dos juros compostos. Em média, milionários investem 20% do que ganham.
  6. Perseguir o sonho de outra pessoa, e não o seu. 
  7. Raramente sair da zona de conforto. Quem for acomodado nunca terá mais. Pessoas ricas enfrentam as incertezas, medos e correm riscos. 
  8. Não ter metas para seu dinheiro. 
  9. Gastar antes e poupar o que sobrar.
  10. Achar que ficar rico não é um plano para si mesmo, e que isto é coisa de sortudos. 
Apesar do assunto em questão poder diferir um pouco do tema deste blog, as recomendações acima tocam numa questão muito importante: a mudança de postura em relação à vida. E isto tem muita relevância.

Luciano Oliveira
Curitiba, 28 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

domingo, 9 de abril de 2017

#99 - Inovação


Ricardo Semler é um conhecido executivo brasileiro, que se tornou famoso nos anos 80/90 pela forma que gerenciava seus negócios. 

Avesso a forma de gestão vigente, o modelo 'taylorista-fordista', é um evangelista das formas disruptivas e inovadoras de administração. Segundo ele, as organizações de hoje trabalham ainda no mérito de "muita gente, muitos processos e uma linha de montagem". Diz que, como reflexo disso, a possibilidade de inovar dentro de uma empresa dos padrões atuais é de apenas 1%. 

Fundos de private equity dominam as empresas modernas. Buscam replicar formas de gestão idênticas. Muitas com sucesso até o momento, porém a custas de muita rotatividade. Alguns setores chegam a mais de 100% a troca de funcionários ao longo dos anos. 

Modelos atuais estão ultrapassados e não atendem aos anseios de novos profissionais que querem um ambiente mais flexível e humanizado. As organizações precisam ser mais desenhadas para as pessoas, ao invés de números. Em sua experiência, Semler conseguiu reduzir a rotatividade de sua empresa para 2%, tornando os funcionários responsáveis pela organização. Talvez não tenha conseguido atingir todos os seus objetivos, porém, sua ousadia e liderança para romper com os padrões atuais que estão amalgamados pelo capital, o tem feito ser ouvido por uma grande multidão.

Luciano Oliveira
Curitiba, 9 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

#2 - Inspiração X Repressão



Diversas vezes durante viagem, percebo uma placa com um sutil aviso nas praças de pedágio: "Evasão de pedágio gera multa". Automaticamente meu cérebro busca formas de reconhecer a área, e ver como alguém poderia burlar a cancela. 

Efeito similar ocorre nas relações humanas. A proibição cria um gatilho de atenção. Relações maduras precisam cada vez menos de regras, e são baseadas no respeito e entendimento mútuos sobre o bem coletivo acima do bem individual. Mesmo quando há falhas no processo ou falta de recursos, os resultados são atingidos com uma equipe dirigida por um propósito. Líderes de verdade deixam a equipe avançar, atuando nos desvios e não se preocupando com o protagonismo. O que importa é o resultado, e o empoderamento dos liderados. 

Luciano Oliveira

Olímpia, 2 de janeiro de 2017.