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quinta-feira, 22 de junho de 2017

#173 - Voluntariado



Bill Hybels é um expoente líder cristão, pastor sênior da Willow Creek Church, nos EUA. Dentre suas incontáveis contribuições, ele desenvolveu o Leadership Summit, evento mundial para a área de liderança, que acontece inclusive em várias cidades do Brasil. 

Certa vez lhe perguntaram o seguinte:

"Como você tem coragem de pedir que pessoas tão atarefadas no trabalho ou em casa se envolvessem como voluntárias na igreja? Você não se sente culpado por fazer isto?"  E seguindo, acrescentou: "Não é justo sobrecarregar esta gente!"

O pastor Bill demonstra razões ainda mais lógicas para esta inquietude pertinente. Diz que a realização de nossa vida se dá quando a missão de Deus para nós é identificada como nosso maior sublime propósito. E acrescenta um dos muitos e-mails que recebe de seus voluntários:

"Três anos atrás você me lançou o desafio de trabalhar como voluntário. A princípio, hesitei; mas você não desistiu. Hoje, não sei como lhe agradecer. O significado que tenho na vida, a sensação de domínio que sinto, as amizades que tenho feito, o crescimento espiritual que tenho experimentado - tudo isso está ligado diretamente ao fato de eu ter encontrado o meu lugar adequado para servir. Serei grato a você pelo resto da vida por ter-me convidado a participar do jogo."

E o Pr. Bill conclui
"É muito mais divertido ser participante que espectador."



Luciano Oliveira
Curitiba, 22 de junho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 5 de junho de 2017

#154 - Produtividade



Chris Bailey fez um experimento consigo mesmo, assistindo 70 horas de TED Talks. Ele compilou em vários artigos pontos que mais lhe chamaram a atenção.

Sobre produtividade, o que lhe chamou atenção foi que o principal motivador de um profissional de escritório é quanto de autonomia, excelência no que faz e propósito ele têm. O dinheiro é algo secundário. 



Luciano Oliveira
Curitiba, 3 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

domingo, 28 de maio de 2017

#148 - Meu Próximo



"... e que é o meu próximo?" 
- Lucas 10.29 - 

Esta pergunta foi feita por um doutor da Lei à Jesus, com a triste motivação de querer justificar a si mesmo. 

Jesus chamou os homens para o amor. Este amor precisa à Deus, a si mesmo mas também ao próximo com a mesma intensidade.

Há uma grande quantidade de oportunidades esperando ao nosso redor. Assim como o bom samaritano que se compadeceu de alguém que não conhecia, temos a responsabilidade e o privilégio de exercer misericórdia e graça com os que precisam. 

Esta semana que inicia oferece uma grande chance de pôr em prática a generosidade. Assim como o amor, a generosidade enriquece quem dá. 

 

Luciano Oliveira
Curitiba, 28 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

terça-feira, 9 de maio de 2017

#129 - Legado


Estive hoje na Expomafe em São Paulo, e por uma feliz casualidade pude conhecer a história da fábrica de implementos agrícolas Jacto.

A empresa foi fundada por um imigrante japonês, o Sr. Shunji Nishimura, morto em 2010. É uma história emocionante, iniciada por um jovem que chegou ao porto de Santos com apenas 100 dólares, um certificado de mecânica e uma Bíblia.

Em sua vida adulta em bem-sucedida, deixou a seus colaboradores da cidade de Pompéia, SP, dez valores para nortear a empresa para o futuro: 
  • O cliente precisa estar sempre feliz.
  • A consciência de que ninguém cresce sozinho.
  • A importância de desenvolver sua própria gente, evitando tirar de outras empresas.
  • Trabalho duro como forma de prosperar.
  • Honrar sempre os compromissos.
  • Evitar dívidas.
  • As 3 "virtualidades": humildade, honestidade e simplicidade.
  • Espírito inovador.
  • Responsabilidade sócio-ambiental.
  • Felicidade em compartilhar.
Luciano Oliveira
São Paulo, 9 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 5 de maio de 2017

#125 - Era do Conhecimento



As Eras do Trabalho

A Era Industrial foi um período onde as pessoas consideravam o trabalho como um sobrevivência. Ela iniciou com a Revolução Industrial, e durou até o advento e popularização da Internet.

A Era da Informação tem durado poucas décadas, e é caracterizada pela popularização em massa da informação. Como a qualidade de vida das pessoas melhorou muito com a Era Industrial, na Era da Informação as pessoas começam a buscar mais significado no trabalho. Espera-se que a empresa seja fonte de felicidade e satisfação.

A Era do Conhecimento tem se iniciado a fim de organizar a grande nuvem de informação disponível, na tentativa de dar utilidade prática. Os profissionais desta era serão aqueles que trazem soluções para a sociedade. Já não serão mais parte do problema, mas da solução. Por isso, irão encontrar recompensa financeira e satisfação pessoal. 

Luciano Oliveira
Curitiba, 5 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

quinta-feira, 4 de maio de 2017

#124 - Grande trabalho, grande carreira



Extratos do livro "Grande Trabalho, Grande Carreira", de Stephen Covey e Jennifer Colosimo.

"Uma grande carreira tem a ver com solucionar grandes problemas, encontrar grandes desafios e dar grandes contribuições."

"Além do mais, subir a escada corporativa não é o único caminho para uma carreira de sucesso. Há alternativas significativas ao para 'cima ou rua'. Você define sua própria grande carreira em termos do que seja uma vitória para você."

"Falando do trabalho de sua vida, os franceses usam a palavra métier, que originalmente significa 'ministério' ou 'serviço'. É uma boa palavra. Ela contém ecos de doar a si mesmo, servindo às necessidades dos outros e encontrar a satisfação que deriva de proporcionar serviços reais significativos."

"Empregados medíocres são maus líderes, fracos em trabalho de equipe. Eles são deixados de lado nos aumentos e nas promoções. Geralmente, são frustrados e entediados. Eles encontram pouca ou nenhuma satisfação em seu trabalho. Então por que não se empenhar na excelência? Você vai contribuir mais. Você se sentirá melhor. Você ganhará mais dinheiro. Você gerará maior credibilidade e terá maiores oportunidades."

"A Era do Conhecimento é uma era de turbulências e incertezas"

"Não há escassez de problemas, apenas de respostas."

"A Era do Conhecimento nos desafia a olhar para as necessidades humanas, pobreza, incompreensão, dor, ignorância e medo e a dizer ao mundo: 'Não precisa ser assim'."

"Já estamos tão ocupados tentando terminar o dia e trabalhando febrilmente no emprego atual, que nunca nos damos um tempo para mapear o que nós realmente gostaríamos de fazer."

"Os que criam uma grande carreira para si mesmos são aqueles que conseguem o tempo  para definir  sua contribuição e planejam como vão realizá-la".

"Um dos grandes dilemas humanos de nossa era refere-se ao desperdício de potencial humano."

"No futuro haverão cada vez menos empregos onde você venda o seu tempo."

"Na Era Industrial, as pessoas simplesmente perguntavam: Qual a descrição de minha função? Agora, de acordo com Peter Drucker, trabalhadores da Era do Conhecimento devem aprender a perguntar: Qual deve ser a minha contribuição?"

"Muitos trabalhadores ficam tão inseguros no trabalho que passam uma boa parte do dia fingindo trabalhar. Isto gera mais estresse negativo que trabalhar em excesso. O resultado é uma grave, porém oculta, depressão no escritório."

"A menos que você invista em sua carreira, você sempre se encontrará subempregado, frustrado e, talvez, oprimido pela culpa."

"Você não é a sua função."

"A ferramenta mais importante que você pode ter hoje, em negócios, é uma curiosidade insaciável. No momento em que você a perde, você está acabado."

"Você tem que possuir uma mentalidade de um solucionador de problemas, continuamente fascinado por novos desafios."

"Muitas pessoas estão desligadas de seu trabalho; elas não estão nem realizadas, nem excitadas. Mais que tudo, elas se sentem impotentes para mudar qualquer coisa e culpam a organização, o chefe, a falta de autoridade ou o fato de que ninguém está contratando."

"Muitas pessoas estão congeladas, inativas, esperando por seu chamado, sua vida melhor."

"Se você pode ajudar seu empregador a vender, suas chances de vencer disparam."

"Quanto mais orientado para soluções você se tornar, mais valor você terá."

"Você não pode realizar sozinho algo realmente valioso."

"Os entrevistadores não perguntam mais se você tem as habilidades de que precisam - eles agora pedem que você diga quais ocasiões específicas em que você usou suas habilidades. Você deve estar preparado para contar uma história rápida sobre esta experiência."

"Independentemente do emprego que você tem, você pode vir a amar o seu trabalho e fazer uma grande carreira, exatamente onde está. É uma questão de mentalidade."

"Ao invés de pensar positivamente, pense significativamente."

"Não importa em que emprego você esteja, você deve constantemente recriá-lo - ou você se tornará irrelevante bem rápido."

"Um caminha fácil produz pouca força de caráter ou capacidade."

"A única carência de oportunidades está em sua mente."

"O velho paradigma da Era Industrial diz que você está à mercê da economia, do mercado, de seu chefe, da descrição da sua função, dos procedimentos operacionais padrão e de tudo mais que o faz uma vítima. Por outro lado, na Era do Conhecimento, você não procura por um emprego, você procura por um problema significativo para solucionar, uma oportunidade excitante da qual poderá tirar proveito."

"É impossível ter uma grande vida, sem que ela seja uma vida significativa. E é muito difícil ter uma vida significativa, sem um trabalho significativo."

Luciano Oliveira
Curitiba, 4 de maio de 2017 
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 1 de maio de 2017

#121 - Paradigma


Stephne Covey e Jennifer Colosimo escrevem no livro "Grande Trabalho, Grande Carreira" sobre os paradigmas do Caçador de Emprego X Colaborador:

O Caçador de Emprego: 
  • Se vende como um produto. 
  • Seu discurso é "Porque eu preciso de um emprego, você faria o favor de me contratar?"
  • Sua oferta é "Aqui está o meu currículo".

O Colaborador
  • Se vende como um solução.
  • Seu discurso é "Porque você tem uma necessidade significativa, quero oferecer pontos fortes que se adéquem a essa necessidade".
  • Sua oferta é "Aqui está minha proposta para ajudá-lo".

Há diferenças significativas entre empurrar um produto e oferecer uma solução. Portanto, o desafio de cada indivíduo em sua carreira é como passar de produto a solução, oferecendo mais que o preenchimento de uma vacância. O postura de cada um precisa ir além de assumir apenas a matrícula em um crachá.

Luciano Oliveira
Curitiba, 1 de maior de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

domingo, 30 de abril de 2017

#120 - Contribuição



Mário Sérgio Cortella é professor, filósofo e um prolífico escritor. Dentre seus best-sellers escreveu "Qual é a Tua Obra?". 

A mesma inquietude deve incomodar a cabeça das pessoas hoje, principalmente aquelas que ainda estão incertas acerta de seu propósito de vida. 

O propósito tem tudo a ver com a contribuição que você dará nesta vida. Portanto, é fundamental ter ao menos uma vaga ideia do que irá oferecer. Do contrário, o indivíduo tem grande chances de ser um problema para seu empregador. 

Stephen Covey diz que encontrar sua paixão fará você trabalhar como um voluntário. Um voluntário não pode ser demitido. Para salvar seu emprego ou carreira, ele sugere: 

  • Primeira, torne-se um voluntário e não um empregado.
  • Segundo, torne-se uma solução e não um problema.


Luciano Oliveira
Curitiba, 30 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sábado, 29 de abril de 2017

#119 - Ikigai



Uma grande carreira começa com uma grande contribuição.

Pessoas que somente procuram um emprego têm um currículo. Pessoas que estão procurando uma grande carreira têm uma Declaração de Contribuição. Enquanto o mundo vê cada vez mais a escassez de bons empregos nos formatos tradicionais, mais surgem demandas por profissionais capazes de trabalhar questões multidisciplinares. Nunca haverá escassez de problemas, apenas de respostas.

Neste contexto, surge a palavra Ikigai.  É uma palavra japonesa, que significa "uma razão de ser".

Ikigai é o ponto que concentra a intersecção de 4 esferas da vida:

  • O que amo
  • O que faço com excelência
  • O que posso ser pago por fazer
  • O que o mundo precisa

Uma grande carreira vive seu Ikigai. Consegue relacionar paixão, utilizada, recompensa e senso de propósito.

Luciano Oliveira
Curitiba, 29 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 24 de abril de 2017

#114 - Liberte-se



13 coisas para se libertar, se quiser sem bem-sucedido, de acordo com o site Malagueta Criativa:

  1. Abandone estilos que não sejam saudáveis. Seu corpo é o único lugar que você tem para viver. 
  2. Abandone a mentalidade de curto prazo
  3. Abandone a mentalidade de pensar pequeno
  4. Abandone as suas desculpas. Assuma as rédeas de seu destino.
  5. Abandone uma mentalidade fixa. Esteja aberto a adquirir novos conhecimentos e habilidades.
  6. Abandone a crença na "Bala Mágica". O sucesso de um dia para outro é um mito. Melhore sempre um pouquinho cada dia, consistentemente.
  7. Abandone o perfeccionismo
  8. Abandone o hábito da multitarefa
  9. Abandone a necessidade de controlar tudo.
  10. Abandone a ideia de dizer sim para aquilo que não esteja alinhado com seus objetivos. 
  11. Abandone as pessoas tóxicas
  12. Abandone a necessidade de ser apreciado.
  13. Abandone sua dependência de redes sociais e televisão.



Luciano Oliveira
Curitiba, 24 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

quinta-feira, 6 de abril de 2017

#96 - Mutualidade



"Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo." Gálatas 6:2

O Evangelho de Jesus Cristo ensina que precisamos nos apoiar mutuamente. Tem horas que a vida torna-se amarga e pesada. Difícil de carregar, beirando o insuportável.

Apesar das estatísticas acerca do suicídio serem escassas, percebe-se que a grande quantidade de pessoas que, desesperadamente, resolvem tirar sua própria vida. Com os anos passamos a conhecer casos de suicídio próximos de nós. Emblemático o caso da Foxconn na China, onde vários funcionários se suicidaram por conta das pressões do trabalho. 

É importante estar sensível à angústia alheia. E para ajudar não basta muito. Emprestar o ouvido, dar um conselho, recomendar um livro ou uma reunião de apoio espiritual são atitudes que podem ser fundamentais num mundo marcado pela indiferença e competitividade sem propósito.

Luciano Oliveira
Concepción, 6 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

quarta-feira, 5 de abril de 2017

#95 - Altruísmo

"Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas." Isaías 1:17

O mandamento acima foi dado por Deus para a nação israelita. Os versos anteriores neste capítulo dizem que de nada valeria o culto a Deus se as pessoas estivessem ignorando os pobres e oprimidos. Ensina que é responsabilidade de todos amenizar o sofrimento alheio, e contribuir com uma maior justiça social.

Isso vale também para as organizações. O trabalho não pode ser um fim em si mesmo, e terá um valor maior se puder melhorar a vida das pessoas ao nosso redor. 


Luciano Oliveira
Concepción, 5 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

quarta-feira, 29 de março de 2017

#88 - Desperdício


13 sinais de pessoas que sentem desperdiçar suas vidas, pela psicóloga Carol Morgan:

  1. Gastam muito tempo em coisas que não valem a pena
  2. Reclamam muito
  3. Cabeça está constantemente vazia
  4. Mantém um diálogo negativo consigo mesmo
  5. Não se sentem inspirados
  6. Não planejam o futuro
  7. Passam muito tempo com pessoas que não ajudam no seu desenvolvimento
  8. É viciado no seu celular
  9. Gasta dinheiro em coisas desnecessárias
  10. Não dorme o suficiente
  11. Não cuida do seu corpo
  12. Não sai de sua zona de conforto
  13. Vive uma vida que não gosta

E eu acrescentaria um 14:  Se distraem com frequência.

Luciano Oliveira
Tibagi, 29 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

terça-feira, 28 de março de 2017

#87 - Stress



Stress é um termo da mecânica, que designa a capacidade dos materiais de suportar determinada força até seu rompimento.

Ainda complementando o artigo de 27/3/17 sobre Desmotivação, há uma clara diferença entre Cansaço e Stress.

O professor Mário Sérgio Cortella dá uma importante dica sobre como diferenciar um e outro. Quando o despertador tocar às 6 da manhã, se você quiser ficar na cama mais um pouquinho, é cansaço. Se não quiser levantar, é stress. 

Cura para o stress

Cortella diz que apenas a identificação de seu propósito de vida, e a prática efetiva dele, é capaz de curar o stress. E por fim acrescenta:


"O stress é o esforço que você não enxerga para que está fazendo."

Luciano Oliveira
Tibagi, 28 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 27 de março de 2017

#86 - Desmotivação


Pequeno artigo da Michael Page destaca 4 sinais de um funcionário desmotivado:

  • Queda de produtividade
  • Doenças e faltas frequentes
  • Mau comportamento
  • Reclamações de outros membros

Uma matéria da Revista Pazes também descreve um paralelo nas questões emocionais do indivíduo no trabalho. Diz que esgotamento mental não é frescura. Hormônios como cortisol e noradrenalina são reduzidos em pessoas com alto nível de estresse, trazendo falta de atenção, dificuldade de memória, perda de concentração, pensamento mais lento, desânimo, alterações no sono e, é claro, cansaço – excessivo e crônico.

É impressionante que um estudo da OMS (Organização Mundial de Saúde) colocou o burnout como uma das principais doenças dos europeus e norte-americanos, ao lado do diabetes e das doenças cardiovasculares.

Como lidar?


É importante reconhecer se a desmotivação vem por falta de uma perspectiva adequada, ou pela carga emocional pontual.

No caso das perspectivas futuras, é importante refletir sobre a carreira , propósito e vocação. Fazer o que gosta ou aprender a gostar do que faz é fundamental para uma vida profissional feliz. Senso de direção ajuda a passar pelos momentos mais duros.

Entretanto, no caso de crises agudas de burnout, psiquiatras aconselham que ter horas de relaxamento e diversão é muito importante. Muitas vezes as pessoas que sofrem com esses males investem muita energia no trabalho em detrimento de outros aspectos da vida, como família, amigos e lazer. Isso acaba causando um desequilíbrio que prejudica a qualidade de vida e o bem-estar. Os especialistas afirmam que o lazer também é parte importante do dia a dia e deve ser valorizado. 

Luciano Oliveira
Curitiba, 27 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

domingo, 19 de março de 2017

#78 - Direção


Rick Warren diz que existem diversos valores, circunstâncias e emoções que podem dirigir a vida de uma pessoa. As mais comuns são:
  • A culpa - pessoas dirigidas pela culpa passam uma vida fugindo do remorso e ocultando sua vergonha.
  • O rancor e raiva - não conseguem superar as mágoas do passado, e as revivem continuamente em sua mente. 
  • Medo - experiências traumáticas que no passado forjaram pesadas sensações no subconsciente. 
  • Materialismo - o impulso de querer mais, que se baseia no conceito errôneo de que ter mais me tornará mais feliz, mais importante e mais protegido.
  • Necessidade de aprovação - a permissão de que as expectativas de outros acerca de si governem sua vida. Alguém já disse que "não conhecemos todas as chaves do sucesso, mas a chave do fracasso é tentar agradar a todos."

Por isso ele propõe uma vida dirigida por propósitos. Conhecer seu propósito fará que sua vida tenha sentido, irá simplificá-la, irá direcioná-la, estimulá-la e lhe preparar para um legado eterno

"Deus certamente não teria criado um ser como o homem para existir somente por um dia! Não, não... o homem foi feito para a imortalidade." - Abraham Lincoln


Luciano Oliveira
Curitiba, 19 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

#51 - Contrariedade


"Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que representam as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos –, seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse, a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostras felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão...”. Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que,  para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia, passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro de uma ostra. Ele o tomou nos dedos e sorriu de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fi zera uma pérola. Ele a tomou e deu-a de presente para a sua esposa. 

Isso é verdade para as ostras. E é verdade para os seres humanos. No seu ensaio sobre O nascimento da tragédia grega a partir do espírito da música , Nietzsche observou que gregos, por oposição aos cristãos, levavam a tragédia a sério. Tragédia era tragédia. Não existia para eles, como existia para os cristãos, um céu onde a tragédia seria transformada em comédia. Ele se perguntou então das razões por que os gregos, sendo dominados por esse sentimento trágico da vida, não sucumbiram ao pessimismo. A resposta que encontrou foi a mesma da ostra que faz uma pérola: eles não se entregaram ao pessimismo porque foram capazes de transformar a tragédia em beleza. A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável. A felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Ela se basta. Mas ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer. Esses são os artistas. Beethoven – como é possível que um homem completamente surdo, no fim da vida, tenha produzido uma obra que canta a alegria? Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa...”

A reprodução acima é um dos textos mais conhecidos de Rubem Alves, morto em 2014. Encaro este texto como um louvor à contrariedade. Na sociedade que vivemos, declaramos guerra à dor. Analgésicos potentes diminuíram nosso desconforto. A qualquer sinal de dor de cabeça, toma uma Neosa, como diz o reclame. 

Uma das formas de dor é a contrariedade. Um confronto ao ego, e a mim. Jesus Cristo ensina a jejuar, se abster do alimento e se alimentar da oração. O corpo grita. Podemos ser contrariados no trânsito, ao sermos preteridos numa promoção, num flerte ou relacionamento e na reunião do condomínio.

Porém, há beleza na contrariedade. Ela nos reduz ao tamanho que devemos ter, e redefine as prioridades, como um reset de fábrica. Grandes líderes são aqueles que aprenderam a produzir na contrariedade, e transformar os grãos de areia em belas pérolas.

Luciano Oliveira
Curitiba, 20 de fevereiro de 2017.
lramosoliveira@yahoo.com.br

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

#47 - Desempenho



Nos anos 80, umas das primeiras pesquisas sobre o sucesso empresarial foi realizada. Uma amostra de 62 empresas foi colhida pela Peters & Waterman, e que representava 6 setores de atividades de impacto na economia americana. 

O estudo identificou 8 atributos distintos de empresa de alto desempenho:


  1. Firme disposição para agir e fazer as coisas até o fim;
  2. Ao lado e junto com o cliente;
  3. Autonomia e iniciativa dos colaboradores;
  4. Produtividade por meio das pessoas; 
  5. Orientação por valores;
  6. Ater-se ao conhecido;
  7. Formas organizacionais simples e equipes dirigentes pequenas;
  8. Centralizadas e descentralizadas  ao mesmo tempo. 



Luciano Oliveira
Curitiba, 16 de fevereiro de 2017.
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

#37 - A Corrida dos Ratos



Robert Kiyosaki escreveu em 1997 o best-seller "Pai Rico, PaiPobre", juntamente com Sharon Lechter. O livro foi traduzido para vários idiomas, alcançando milhões de pessoas interessadas em melhorar sua educação financeira e qualidade de vida.


Neste livro, Robert fala sobre a "Corrida dos Ratos". Trata-se de um esforço inútil e cada vez maior de viver uma vida mais confortável usando as ferramentas tradicionais. Aumentar o padrão de vida para tentar suportar um padrão de vida ainda mais alto. Lutar por um salário melhor para bancar uma vida mais cara, que é gerada justamente por conta de um salário mais alto e pela administração insuficiente. E assim vai...


Um paralelo similar pode ser tratado com as questões emocionais no ambiente de trabalho. Pessoas que têm encontrado dificuldade em lidar com pressões de um "mau emprego", falta de trabalho ou choque de expectativas, acabam "contaminando" a visão, e tendo dificuldades em encontrar uma saída equilibrada. A mente torna-se obscura. Enxerga-se cada vez menos, e isto retroalimenta a mente, fazendo o indivíduo acreditar cada vez mais que o problema é externo, e ele uma vítima do sistema. Sua angústia converte-se em amargura, influenciando negativamente sua imagem. Consequentemente, menos oportunidades aparecem, agravando a situação. Em alguns casos, pode-se levar até a depressão.


Isto traz uma profunda espiral de problemas, e assim como a Corrida dos Ratos, é difícil quebrar. Sentimentos pessoais que antes eram guardados tornam-se públicos, deteriorando a imagem pessoal.


Ontem publiquei um post sobre resiliência, que juntamente com a educação e o senso de propósito vão fazer romper com o círculo vicioso. É necessário um reposicionamento mental acerca de quem é indivíduo é, e quais seus valores. É preciso quebrar com este jugo, pois menos oportunidades aparecem para aqueles que são amargurados e ansiosos. 


Luciano Oliveira

Curitiba, 6 de fevereiro de 2017.

- lramosoliveira@yahoo.com.br

domingo, 29 de janeiro de 2017

#29 - Relacionamentos

http://www.dicasdemulher.com.br/wp-content/uploads/2013/01/e-possivel-fazer-amizades-verdadeiras-no-trabalho.jpg


Por algumas vezes podemos ter problemas em nossas relações no trabalho. Um lugar onde passamos pelo menos 25% de nosso tempo, muito pode acontecer, inclusive no tratamento com os pares. E sempre vale a pena restaurar um relacionamento. 

Rick Warren forneceu em seu livro "Uma Vida com Propósitos" sete passos bíblicos para a restauração do relacionamento:

1. Fale com Deus antes de falar com a pessoa

Converse sobre o problema com Deus. Se antes demais nada você for orar a respeito do conflitro em vez de fofocar com um amigo, descobrira que em geral ou Deus muda o seu coração, ou muda o coração de outra pessoa. 


2. Tome sempre a iniciativa

Não importa se você ofendeu ou foi ofendido. Deus espera que você dê o primeiro passo. Quando a comunhão é prejudicada ou rompida, planeje imediatamente uma conferência de paz. Não fique procrastinando, arrumando desculpas, nem prometa: 'Dou um jeito nisso um dia desses'. Programe um encontro o mais rápido possível. Demoras só aprofundam ressentimentos e pioram a situação. Quando se trata de conflitos, o tempo não cura nada; ele faz que as mágoas se aprofundem.


3. Tenha compaixão pelos sentimentos dos envolvidos

Use mais os ouvidos do que a boca. Antes de procurar solucionar qualquer desavença, você deve primeiro dar ouvidos aos sentimentos das pessoas. 

A frase "cuidar de" é a palavra grega skopos, de onde formamos as palavras telescópio, e microscópio. É prestar total atenção. Concentre-se em seus sentimentos e não nos fatos. Comece pela compaixão, e não pela solução. 

"As pessoas não se importam com o que sabemos até que saibam que nos importamos."


4. Confesse sua parte no conflito

Se deseja realmente restaurar um relacionamento, deve começar admitindo seus próprios erros. É importante utilizar ajuda a uma terceira pessoa, para tentar visualizar pontos cegos de nossa personalidade. Ore a Deus pedindo clareza, e quanto do problema foi causado por você. 

Muitas vezes a forma que lidamos com o conflito cria um problema ainda maior que o problema inicial em si. 


5. Invista contra o problema, não contra a pessoa

Não há como solucionar o problema se você estiver preocupado em identificar a culpa.

"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira." - Provérbios 15:1
 
Durante a Guerra Fria, ambos os lados concordaram que algumas armas era tão destrutivas que jamais deveriam ser usadas. Atualmente, as armas químicas e biológicas foram banidas, e os estoques de armas nucleares estão sendo reduzidos e destruídos. Para o bem da comunhão, vocês deve destruir seu arsenal de armas nucleares relacionais, ou seja: condenar, menosprezar, comparar, rotular, insultar, ser irônico e sarcástico. 


6. Coopere tanto quanto possível

A paz sempre tem uma etiqueta de preço. Às vezes custa o nosso orgulho; frequentemente custa o nosso egoísmo. Pelo bem da comunhão, faça o melhor que puder para chegar a um acordo. 


"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;" - Mateus 5.9


7. Dê ênfase à reconciliação, e não à solução

Não é realista esperar que todos concordem a respeito de tudo. A reconciliação se atém ao relacionamento, enquanto a solução se atém ao problema. Quando focamos a reconciliação, o problema perde importância e não raro se torna irrelevante. 

Podemos restabelecer um relacionamento mesmo quando somos incapazes de resolver nossas diferenças. Podemos discordas sem ser desagradáveis. 




Luciano Oliveira
Curitiba, 29 de janeiro de 2017.