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quinta-feira, 25 de maio de 2017

#145 - Reuniões eficientes



Conselhos de CEO's para reuniões produtivas, segundo a revista Fast Company:

  1. Defina a agenda com antecipação
  2. Enxugue o tempo da reunião
  3. Use videoconferência com aqueles que estão longe...
  4. ...Mas não use como substituto para temas que precisam de contato pessoal


Luciano Oliveira
Curitiba, 25 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

terça-feira, 25 de abril de 2017

#115 - Curiosidade


A curiosidade é um dos maiores ativos na carreira bem-sucedida.

Pessoas curiosas têm desenvolvimento acima da média, e entregam melhores resultados. 

Steve Rubel diz que "a ferramenta mais importante que você pode ter hoje, em negócios, é uma curiosidade insaciável. No minuto em que você a perde, você está acabado."

Ser movido pela intensa curiosidade proporcionará maiores conhecimentos, e irá lhe destacar daqueles que não tiveram ânimo para continuar a milha extra.

"Experimente aprender alguma coisa sobre tudo, e tudo sobre alguma coisa." 
 - Thomas Henry Huxley -



Luciano Oliveira
Curitiba, 25 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 24 de abril de 2017

#114 - Liberte-se



13 coisas para se libertar, se quiser sem bem-sucedido, de acordo com o site Malagueta Criativa:

  1. Abandone estilos que não sejam saudáveis. Seu corpo é o único lugar que você tem para viver. 
  2. Abandone a mentalidade de curto prazo
  3. Abandone a mentalidade de pensar pequeno
  4. Abandone as suas desculpas. Assuma as rédeas de seu destino.
  5. Abandone uma mentalidade fixa. Esteja aberto a adquirir novos conhecimentos e habilidades.
  6. Abandone a crença na "Bala Mágica". O sucesso de um dia para outro é um mito. Melhore sempre um pouquinho cada dia, consistentemente.
  7. Abandone o perfeccionismo
  8. Abandone o hábito da multitarefa
  9. Abandone a necessidade de controlar tudo.
  10. Abandone a ideia de dizer sim para aquilo que não esteja alinhado com seus objetivos. 
  11. Abandone as pessoas tóxicas
  12. Abandone a necessidade de ser apreciado.
  13. Abandone sua dependência de redes sociais e televisão.



Luciano Oliveira
Curitiba, 24 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 14 de abril de 2017

#104 - Indicadores


Indicadores balizam o bom andamento das atividades. São como checkpoints. 

A Endeavor publicou os indicadores que avaliam o desempenho dos negócios:

  • Indicadores de produtividade: ligados aos recursos de empresa e sua relação com as entregas
  • Indicadores de qualidade: demonstram desvios e e não-conformidades com o processo produtivo.
  • Indicadores de capacidade: mostram a capacidade do processo.
  • Indicadores estratégicos: orientam a empresa em relação aos seus objetivos. 

Existem 5 indicadores utilizados pelas empresas de sucesso:
  • Indicadores de lucratividade: indica o resultado financeiro líquido da operação.
  • Ticket médio: ajuda a entender a dinâmica de vendas por três óticas: o cliente, a venda e o vendedor. 
  •  Nível de serviço em entregas: ajuda a entender se a cadeia de suprimentos funciona de forma eficiente. 
  • Taxa de sucesso em vendas: é a conversão dos esforços de prospecção em receita.
  • Índice de turnover: mede a quantidade de funcionários que entram e saem da empresa. Um alto turnover pode ser um indício de problemas com a liderança.


Luciano Oliveira
Curitiba, 14 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 31 de março de 2017

#90 - Custos


Imagine que você foi recentemente alçado a posição de gestor, e na semana seguinte é obrigado pelo diretor a demitir boa parte da equipe. Deveria ser uma situação difícil pela carga emocional que o momento pede, mas que exigirá um empenho extra. 

Porém, haveria algumas formas de tentar evitar chegar neste momento, ou ao menos reduzir os impactos. De acordo com o Instituto de Estudos Financeiros, é possível implementar algumas medidas que poderão reduzir o corte de pessoal, já que esta é uma medida que pode tirar conhecimentos valiosos da empresa e acabar com processos vitais para a sobrevivência.

Como reduzir gastos

  • Renegocie contratos - com a crise imobiliária, é possível renegocias bons preços a longos prazos.
  • Elimine falhas de comunicação - isto irá evitar retrabalhos. 
  • Terceirize processos secundários - medida rápida de redução de gastos.
  • Otimize e enxugue processos.
  • Reduza custos fixos, como telefone, luz, água, frete.
  • Consolide parcerias estratégicas e sinergias que contribuem para redução de custos.

" Mandar pessoal embora é fácil, mas montar uma estratégia de sobrevivência é outra coisa." - Vasco Martins


Luciano Oliveira
Caxias do Sul, 31 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

quarta-feira, 29 de março de 2017

#88 - Desperdício


13 sinais de pessoas que sentem desperdiçar suas vidas, pela psicóloga Carol Morgan:

  1. Gastam muito tempo em coisas que não valem a pena
  2. Reclamam muito
  3. Cabeça está constantemente vazia
  4. Mantém um diálogo negativo consigo mesmo
  5. Não se sentem inspirados
  6. Não planejam o futuro
  7. Passam muito tempo com pessoas que não ajudam no seu desenvolvimento
  8. É viciado no seu celular
  9. Gasta dinheiro em coisas desnecessárias
  10. Não dorme o suficiente
  11. Não cuida do seu corpo
  12. Não sai de sua zona de conforto
  13. Vive uma vida que não gosta

E eu acrescentaria um 14:  Se distraem com frequência.

Luciano Oliveira
Tibagi, 29 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 17 de março de 2017

#76 - Funcionários-polvo



Matéria publicada na BBC Brasil alerta sobre um efeito pouco conhecido do desemprego: a criação de funcionários-polvo.

A baixa de alguns funcionários sobrecarrega os que permanecem, acumulando múltiplas funções. Isto é agravado pelo medo da demissão, às vezes utilizada de forma maquiavélica por chefes despreparados. 

Os funcionários que assumem estes papéis são normalmente os mais versáteis, e num primeiro momento se sentem orgulhosos por terem permanecido. Nota-se um aumento da produtividade, pois os menos produtivos foram demitidos, mas o pico da curva é limitado exatamente no momento em que os funcionários se cansam. As pessoas não conseguem dar 100% de si o tempo todo. 

A partir do momento onde os funcionários-polvo são levados ao limite, começa uma baixa na produtividade. As serviços são entregues com má qualidade, desmotivando o funcionário que vê tanto trabalho dar em nada. Isto pode desencadear um círculo vicioso, onde mais trabalho implica numa piora na qualidade, demandando retrabalho. O ambiente torna-se cada mais cinzento, diminuindo ainda mais a motivação, realimentando o ciclo.

Como interromper este ciclo?

Quebrar este círculo vicioso não é fácil. Exigirá maturidade da gestão, reconhecendo a incapacidade de continuar desta forma. Envolver os funcionários numa solução comum, pedindo sugestões, pode ser uma boa estratégia. Se sentirão comprometidos para que aquilo funcione. 

Eliminar os desperdícios é vital. Falei em outro post sobre os 8 tipos de desperdícios, segundo a metodologia Lean.

Por último, talvez seja necessário um downsizing, revisando as metas e selecionando os clientes mais rentáveis. Isto irá diminuir o faturamento, mas preservar os lucros e garantir o funcionamento da empresa. Os clientes que restarem serão melhor atendidos, e a satisfação no trabalho aos poucos vai retornando.


Luciano Oliveira
Curitiba, 17 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

domingo, 12 de março de 2017

#71 - Execução


Como traduzir a estratégia em execução para empreendedores, segundo a Endeavor:

  • Assuma o papel de CEO
  • Crie um time de liderança, com as pessoas certas, nas funções certas e nos níveis certos - ESTRATÉGICO, TÁTICO e OPERACIONAL
  • Compartilhe a visão por trás da estratégia
  • Traduza a estratégia em objetivos mensuráveis, desdobrando metas em métricas
  • Promova o feedback estratégico, criando sistemas de reconhecimento

Os pontos acima irão levar a organização a uma cultura por resultados.

Luciano Oliveira
Curitiba, 12 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sábado, 4 de março de 2017

#63 - O que esperam de mim?


Recente reportagem da revista Época Negócios (p. 88, fev 2017), diz que segundo o instituto de pesquisas Gallup, metade dos americanos admitem não saber o que a empresa espera deles. O número é surpreendente, e deve refletir uma realidade global.

Isto cria várias dificuldades, mas a maior delas é a dificuldades de engajamento dos funcionários. Funcionários sem clareza na função gastam o tempo em tarefas desnecessárias, minando a produtividade. 

Segundo o Gallup, 4 medidas ajudariam na solução deste problema:
  • Líderes e subordinados devem sempre trabalhar juntos, trocando ideias e estabelecendo metas.
  • O comando deve ser claro ao expressar o que deseja dos funcionários, pois não é função destes entender isso automaticamente.
  • Os objetivos devem ser ambiciosos, pois as pessoas querem evoluir profissionalmente.
  • As expectativas da empresa devem estar alinhadas às forças dos funcionários, utilizando melhor seus talentos.

Como resultado do engajamento, melhora-se o desempenho e se reduz a rotatividade da mão-de-obra.


Luciano Oliveira
Curitiba, 4 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

#47 - Desempenho



Nos anos 80, umas das primeiras pesquisas sobre o sucesso empresarial foi realizada. Uma amostra de 62 empresas foi colhida pela Peters & Waterman, e que representava 6 setores de atividades de impacto na economia americana. 

O estudo identificou 8 atributos distintos de empresa de alto desempenho:


  1. Firme disposição para agir e fazer as coisas até o fim;
  2. Ao lado e junto com o cliente;
  3. Autonomia e iniciativa dos colaboradores;
  4. Produtividade por meio das pessoas; 
  5. Orientação por valores;
  6. Ater-se ao conhecido;
  7. Formas organizacionais simples e equipes dirigentes pequenas;
  8. Centralizadas e descentralizadas  ao mesmo tempo. 



Luciano Oliveira
Curitiba, 16 de fevereiro de 2017.
lramosoliveira@yahoo.com.br

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

#46 - Kaizen


Existem vários modelos e terminologias para o ciclo de melhoria contínua. Todos eles derivam do conhecido PDCA. O ciclo Kaizen, modelo de melhoria contínua da gestão Lean e Sistema Toyota de Produção, detalha um pouco mais este modelo, e se baseia nos seguintes pontos:

1. Identifique desperdícios

Em outro post falamos sobre os 8 tipos de desperdícios, nomeados pela palavra japonesa MUDA. Eles são:
  • Movimento
  • Espera 
  • Transporte
  • Correção e retrabalho
  • Excesso de processamento
  • Excesso de produção
  • Estoque
  • Conhecimento sem ligação

 

2. Planeje ações

Cada desperdício requer uma ação para ser reduzido, eliminado, controlado ou mitigado. 

3. Cheque a realidade

A realidade (GEMBA) é onde as coisas acontecem. Verificar o chão-de-fábrica. Uma técnica conhecida que aprendi numa palestra para resolver problemas é o TBC. Desenvolvida há muito tempo atrás, mas aprimorada ao longo dos anos, o acrônimo significa "Tire a Bunda da Cadeira". 

4. Faça as mudanças

Aja construtivamente, respeitando os envolvidos e promovendo engajamento das partes.  


5. Verifique as mudanças

Cheque se as mudanças simplificaram os processos e facilitaram o trabalho dos usuários. 


6. Mensure os resultados

Este é um fato decisivo nos processos de melhoria. Sem dados, terá sido apenas uma boa ação. No mundo atual vários projetos competem pelos mesmos recursos, portanto, é fundamental que se mostre o retorno da mudança. 


7. Padronize

Um projeto interessante deve ser escalável. 


8. Celebre

Não negligencie a celebração. Recompensar os esforços da turma vai criar massa crítica a favor de novos projetos. É importante divulgar os resultados, com fotos dos envolvidos, de modo que todos possam saber do potencial das pessoas, o que irá  abrir novas possibilidades. 


9. Faça de novo

Aos poucos vai se imprimindo uma nova cultura, e elevando o nível da organização. 


10. Documente a realidade

Futuramente vão lhe agradecer por isso. :-)

 
Após o fechamento do décimo ponto, retorne ao passo inicial, identificando novamente novas fontes de desperdícios. Parafraseando Marcel Telles, da InBev, falando na ocasião sobre custos, "O desperdício é como unha. Tem que cortar toda segunda-feira".

Luciano Oliveira
Curitiba, 15 de fevereiro de 2017.
lramosoliveira@yahoo.com.br

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

#40 - Carisma



Diálogo de Domenico de Masi a Maria Serena Palieri, em "O Ócio Criativo":

"Maria Serena: Numa empresa criativa é sempre necessária a presença de um líder carismático?
Domenico: Sim, um chefe que incuta entusiasmo, libere os grupos de dos procedimentos inúteis, gratifique os criativos, olhe para o futuro, promova a inovação, e tenha coragem de enfrentar o desconhecido."

Existem lições que podem ser extraídas deste pequeno mas valioso diálogo:


1. Entusiasmo

O entusiasmo é o combustível para uma vida bem-sucedida. É raro ver alguém que faz algo que não gosta de maneira excelente, e por muito tempo. O entusiasmo é como uma faísca que que acende o estopim do bom ambiente de trabalho.


2. Libertar de procedimentos inúteis

Quanto mais pessoas existem na organização, e mais tempo passam no escritório, maior possibilidade há de existir regras esquisitas e procedimentos "exóticos", assim como a presença de microgerenciamento. Um bom líder deve liberar o potencial criativo do grupo, e o primeiro passo é removendo obstáculos tolos e sem sentido.


3. Gratificação

Um equívoco é tratar diferentes como iguais. A média cai, e o grupo desmotiva. Afinal, faz parte da fisiologia humana economizar energia e se posicionar na zona de conforto. A celebração deve ser vista como um ritual importante na busca por resultados.


4. Olhar para o futuro


O líder precisa fornecer a visão de um caminho para um destino melhor ao grupo. Nada mais motivador que trabalhar num propósito digno e nobre, principalmente se este ficar marcado para a posteridade.


5. Inovação

Inovar é melhorar a forma costumeira de se fazer as coisas. Empresas e profissões estão numa dinâmica sem precedentes. Fortunas são criadas e perdidas da noite para o dia. Portanto, o mundo irá favorecer os mais rápidos em detrimento aos mais lentos, e os mais ágeis em comparação aos mais fortes.

A Universidade de Oxford publicou uma pesquisa, onde dizia que 50% dos trabalhos atuais seriam substituídos por um robô nos próximos 20 anos. A pesquisa encontra-se neste link.

"Aqueles que  assimilam rapidamente as novas categorias projetam o futuro inclusive para os demais. Os outros são perdedores, equivalem ao povo da Trácia, quando Roma imperial dominava o mundo."

6. Coragem

Me recordo da visita que fiz a Lisboa em 2016. Nesta bela cidade europeia, é possível respirar as viagens feitas pelos navegadores do século 16. Tiveram coragem para assumir os riscos, sabendo que haveriam recompensas formidáveis aos seus esforços. Não tiveram medo de encarar o desafio, e por isso são lembrados 500 anos depois.


Luciano Oliveira
Curitiba, 9 de fevereiro de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

#34 - Por quê?


A análise dos 5 porquês é uma ferramenta central na solução de problemas. Deve-se perguntar repetidas vezes "Por que?" até que se encontre a causa original de um problema. Isto implica em mover-se para cima e para baixo numa 'escada de abstrações', de uma lacuna abstrata até que se cheque a observações concretas.

Os 5 Porquês requerem prática, pois é fácil acabar longe da causa original real. Uma regra básica e útil: as causas originais invariavelmente se classificam em uma destas 3 categorias:
  • Padrão inadequado
  • Aderência inadequada ao padrão
  • Sistema inadequado
Um exemplo extraído do livro "Produção Lean Simplificada - Pascal Dennis", relata um evento em uma fábrica de motores da Toyota:

Foram produzidas 900 unidades versus a meta de 1200
Por quê?
Porque o robô parou.
Por quê?
Porque houve sobrecarga e um fusível queimou.
Por quê?
Porque o braço não estava lubrificado adequadamente.
Por quê?
Porque a bomba de lubrificação não estava funcionando direito.
Por quê?
Porque há sujeira e entulho na mangueira da bomba.
Por quê?
Porque o motor da bomba foi projetado sem filtro.

A causa original da pane provavelmente seria ou 'padrão inadequado' ou 'aderência inadequada ao padrão'. 

Luciano Oliveira
Curitiba, 3 de fevereiro de 2017.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

#33 - Sprint


A metodologia Scrum tem um dos seus pilares o Sprint.

Sprint trata de desdobramentos do projeto, onde a equipe trabalha numa atividade específica e num tempo definido. São ciclos que devem entregar parte funcional do produto a cada x dias. Isto permite que haja um feedback quase imediato do trabalho realizado. 

Ao final do período, as equipes discutem não o que fizeram, mas como fizeram. E perguntam:
  • Como podemos trabalhar melhor no próximo Sprint?
  • Quais foram os obstáculos que tivemos de remover durante este período? 
  • Quais são os obsetáculos que estão diminuindo o nosso ritmo?

Os sprints costumam ter duração de 1 semana, e não mais que 1 mês, dependendo da natureza dos projetos. As equipes decidem qual a quantidade de trabalho que acreditam serem capazes de realizar, anotam em post-its e colam num quadro. Este quadro possui algumas colunas que auxiliam na gestão visual: Pendências, Fazendo e Feito. 



A metodologia Scrum pode ser utilizada na condução de qualquer projeto, em qualquer área. Ela comunica diversos princípios com o Sistema Toyota de Produção, e é eficaz no aumento da produtividade. 


Luciano Oliveira
Curitiba, 2 de fevereiro de 2017.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

#31 - Scrum



Scrum é uma metodologia ágil para gestão e planejamento de projetos de software. No Scrum, os projetos são dividos em ciclos (tipicamente mensais) chamados de Sprints. O Sprint representa um Time Box dentro do qual um conjunto de atividades deve ser executado.

Recentemente li o livro de Jeff Sunderland "Scrum - A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo. Jeff é co-criador da metodologia, juntamente com Ken Schwaber. 

No capítulo 5 ele fala sobre 'O desperdício é um crime'. Seus pontos principais são:
  • Ser multitarefa emburrece: fazer mais de uma coisa de cada vez diminui seu desempenho tano em termos de tempo quanto de qualidade nas duas tarefas. 
  • Fazer pela metade não é fazer: Um carro pela metade só serve para prender recursos que poderiam ter sido usados para criar algo de valor ou economizar dinheiro. 
  • Fazer certo pela primeira vez: Quando você cometer um erro, corrija-o. Pare todo o resto e resolva o problema que tem em mãos. 
  • Trabalhar demais só resulta em mais trabalho: Trabalhar até tarde não resulta em mais produtividade. 
  • Não seja irracional: Os objetivos que são desafiadores estimulam a equipe. Os objetivos impossíveis são apenas desanimadores. 
  • Nada de heroísmo: Se você precisa de um herói para conseguir concluir o trabalho, você tem um problema. O esforço heróico deve ser considerado um fracasso no planejamento. 
  • Chega de diretrizes idiotas: Qualquer diretriz que parece ridícula provavelmente é ridícula mesmo. Formulários idiotas, reuniões idiotas, aprovações idiotas, patrões idiotas são apenas isso. 
  • Nada de escrotice: Não seja um e não tolere este tipo de comportamento. Qualquer pessoa capaz de causar caos emocional, inspirar medo ou horror, ou que humilhe e diminua as pessoas, precisa ser detida.
  • Busque o fluxo: Opte pelo modo mais suave e sem problemas de concluir uma tarefa. 

 
Luciano Oliveira
Curitiba, 31 de janeiro de 2017.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

#30 - Pomodoro

Há uma técnica bastante simples e prática para melhorar a gestão do tempo. A técnica Pomodoro, criada pelo italiano Francesco Cirillo.

Ele percebeu que seu trabalho sempre era interrompido por distintas razões. Enquanto tentava se deter numa determinada tarefa, perdia seu foco pelo latido do cachorro, um telefonema, atender alguém batendo à porta, um copo de café e etc. 

Numa dessas ocasiões, viu ao lado da geladeira o conhecido temporizador no formato de tomate (pomodoro em italiano). Cansado de não conseguir desenvolver suas atividades adequadamente, marcou um tempo determinado de 25 minutos, onde se deteria integralmente na atividade. Parece ter funcionado, e ele começou a explorar mais esta prática, e desenvolveu então a chamada Pomodoro Technique. 

A técnica Pomodoro consiste no seguinte:

  1. Escolha a tarefa que necessita ser feita.
  2. Faça um voto consigo mesmo: sem nenhuma interrupção pelos próximos 25 minutos.
  3. Dedique-se totalmente a esta tarefa nos próximos 25 minutos, até que o temporizador avise. Se neste tempo lembrar que há algo que precisa ser feito, marque numa folha de papel em separado.
  4.  Quando o temporizador avisar, marque o ponto aonde chegou na tarefa.
  5. Faça uma pequena pausa. Relaxe por uns 5 minutos em algo não relacionado com o trabalho.
  6. A cada 4 períodos de 25 minutos, faça uma pausa mais longa. 20 ou 30 minutos. O cérebro irá usar este tempo para assimilar o conteúdo e as novas informações, e descansar para o próximo ciclo de Pomodoros. 


Luciano Oliveira
Curitiba, 30 de janeiro de 2017.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

#19 - Execução



A equipe de Stephen R. Covey escreveu sobre as características de times com excelência na execução. 

São 4 os pontos: 

1. Focam no que é estrategicamente o mais importante.

2. Se asseguram que todos os membros da equipe saibam quais são as tarefas específicas e necessárias para alcançar os objetivos.

3. Registram os avanços, reconhecem e recompensam os que alcançam os resultados.

4. Estabelecem um marco de prestação de contas e resultados. Os membros são cobrados regularmente que assumam a responsabilidade, e entreguem sua parte. 


Luciano Oliveira
Curitiba, 19 de janeiro de 2017.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

#17 - Melhoria







Os processos de melhoria estão presentes em todos os lugares. Há algum tempo atrás joguei com minha filha um jogo chamado Akinator. É uma aplicação do Inteligência Artificial (AI), que melhora a precisão quanto mais pessoas vão participando. É incrível os resultados que ele produz. 

No fundo, são ferramentas PDCA (plan-do-check-act) que norteiam estes processos.

De acordo com o Sistema Toyota de Produção, melhorias são impossíveis sem estabilidade nos 4 M's:
  • Man/Woman
  • Machine
  • Material
  • Method
A estabilidade começa com gerenciamento visual e 5S, e o alicerce deve ser o padrão. Padrão é aquilo que deve acontecer, e uma imagem clara da condição desejada. Eles tornam anormalidades imediatamente visíveis, para que ações corretivas possam ser imediatamente tomadas. Um bom padrão é claro, simples e visual.

O processo de melhoria Lean possui 4 pontos:
  1. Estabilizar os 4 M's: é o primeiro passo. Primeiro se estabiliza, depois se melhora.
  2. Fluir: a medida que se estabiliza, gradualmente se reduz o tamanho dos lotes. A regra é "faça um, mova um". 
  3. Puxar: não produza um item até que o cliente queira (fluxo abaixo). 
  4. Melhorar o sistema:  com o sistema estabilizado e controlado, pode-se buscar ações de melhoria específicas.
 

Luciano Oliveira
Curitiba, 17 de janeiro de 2017.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

#16 - Felicidade




Matéria da Gazeta do Povo de 14/1/17 pergunta: É possível ser feliz no trabalho?

A resposta sugerida é que não é apenas possível, como necessário

Segundo o professor Sigmar Malveazzi, da Fundação Dom Cabral, não é possível dizer se a felicidade que causa o bom trabalho, ou o inverso. Segundo ele, as duas coisas ocorrem ao mesmo tempo e, por isso, não podem ser separadas. 

Ele prossegue: segundo a psicologia, a produtividade é uma união entre habilidade, padrão de qualidade e motivação

E sobre estes 3 fatores:
 
  • Habilidade: técnica, estudo, área de conhecimento e domínio. O que me diferencia dos demais. Minhas aptidões, o que me valoriza.
  • Padrão de qualidade: Procedimentos, métodos e processos. Cultura. Campo de atuação da metodologia Lean.
  • Motivação: Querer fazer, conhecer o propósito, ambiente. Missão, visão e valores.


Dinheiro
Dinheiro traz felicidade?

Somente o dinheiro não traz. Além disso, o amor ao dinheiro é a raiz de todo mal, segundo a Bíblia Sagrada. Note que não é o dinheiro em si, mas o amor do dinheiro. Para a fé cristã, o dinheiro não é neutro. É conhecido até mesmo como um deus (Mamom). É um excelente servo, e um péssimo senhor.

Porém o dinheiro é um elemento que facilita outros fatores importantes para a felicidade. Estudos diversos apontam que a partir de certo ponto, um salário maior não garante a felicidade. No caso de pesquisas feitas nos EUA, este valor estaria ao redor de US$ 70 - US$ 80 mil por ano.


Luciano Oliveira
Curitiba, 16 de janeiro de 2017.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

#11 - Terremoto


Vez ou outra alguma localidade da Terra é atingida por um forte terremoto. 

Em 2010 houveram fortíssimos terremotos no Haiti e Chile. Apesar dos anos que já se passaram, as imagens ainda são vivas na memória.

Na Califórnia, "aguarda-se" o tão temido Big One. E tem gente despreparada.

Hoje o mercado de trabalho está no meio de um grande terremoto. As placas tectônicas da Era Industrial e da Era do Conhecimento estão de ajustando, liberando uma energia descomunal. E muito pouca gente está se dando conta disso. 

Este terremoto já destruiu aquele bom emprego dos sonhos, não dando nem tempo para assimilar a nova realidade. E isto não é um fenômeno da crise econômica passageira. É uma mudança estrutural. O mundo mudou, e bem na minha vez. 


A Era Industrial foi marcada por:
  • Valorização de uma boa formação técnica.
  • Fidelidade à empresa e ao emprego.
  • Proteção através de leis trabalhistas.
  • Respeito à hierarquia.
  •  O conhecimento é para a vida toda.
  • O caminho está definido. Vá e faça seu melhor.
  • Valorização do comprometimento.
  • Menores salários, mas altos pacotes de benefícios.
  • Não ensine seus truques a um novato. Ele irá roubar seu emprego.

 A Era do Conhecimento é marcada por:
  • Múltiplas formações ao longo da vida
  • Ambiente multidisciplinar
  • Diminuição do papel do estado nas relações de trabalho
  • Especialização, porém com cosmovisão
  • Tão importante quanto aprender é desaprender
  • Vá e faça seu caminho
  • Valorização da produtividade
  • Remuneração por entrega
  • Crie múltiplas conexões, e opere de forma produtiva.

E o líder? 
A Era do Conhecimento exige uma nova atualização do sistema operacional de liderança. Transformar informação em conhecimento, abstrações em dados e bits, e ter uma capacidade apurada de criar sinapses sociais, são novas e valorizadas demandas do líder desta nova nova era.


Luciano Oliveira
Jaguariaíva, 11 de janeiro de 2017.