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terça-feira, 4 de abril de 2017

#94 - Padrões


O mundo sempre buscou padrões para tudo. 

Os padrões servem para balizar um processo. Ao assumir um determinado padrão, obtém-se as seguintes vantagens:
  1. Percebe-se rapidamente qualquer não-conformidade.
  2. Os objetivos do processo tornam-se mais claros e previsíveis. As pessoas passam a saber o que se espera delas.
  3. É possível mensurar com mais facilidade a quantidade de recurso necessária para retomar a condição desejada.
Padrões precisam ser colocados para tudo, principalmente processos e fluxos de trabalho. Todos precisam entender com quem está o bastão, e quais requisitos precisam ser cumpridos e os próximos passos. 

Apesar da obviedade, com frequência muitos ambientes estão confusos e por conta disso com as pessoas desmotivadas. Revise sempre os processos de modo a torná-los mais enxutos possíveis. 

Luciano Oliveira
Concepción, 4 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

#46 - Kaizen


Existem vários modelos e terminologias para o ciclo de melhoria contínua. Todos eles derivam do conhecido PDCA. O ciclo Kaizen, modelo de melhoria contínua da gestão Lean e Sistema Toyota de Produção, detalha um pouco mais este modelo, e se baseia nos seguintes pontos:

1. Identifique desperdícios

Em outro post falamos sobre os 8 tipos de desperdícios, nomeados pela palavra japonesa MUDA. Eles são:
  • Movimento
  • Espera 
  • Transporte
  • Correção e retrabalho
  • Excesso de processamento
  • Excesso de produção
  • Estoque
  • Conhecimento sem ligação

 

2. Planeje ações

Cada desperdício requer uma ação para ser reduzido, eliminado, controlado ou mitigado. 

3. Cheque a realidade

A realidade (GEMBA) é onde as coisas acontecem. Verificar o chão-de-fábrica. Uma técnica conhecida que aprendi numa palestra para resolver problemas é o TBC. Desenvolvida há muito tempo atrás, mas aprimorada ao longo dos anos, o acrônimo significa "Tire a Bunda da Cadeira". 

4. Faça as mudanças

Aja construtivamente, respeitando os envolvidos e promovendo engajamento das partes.  


5. Verifique as mudanças

Cheque se as mudanças simplificaram os processos e facilitaram o trabalho dos usuários. 


6. Mensure os resultados

Este é um fato decisivo nos processos de melhoria. Sem dados, terá sido apenas uma boa ação. No mundo atual vários projetos competem pelos mesmos recursos, portanto, é fundamental que se mostre o retorno da mudança. 


7. Padronize

Um projeto interessante deve ser escalável. 


8. Celebre

Não negligencie a celebração. Recompensar os esforços da turma vai criar massa crítica a favor de novos projetos. É importante divulgar os resultados, com fotos dos envolvidos, de modo que todos possam saber do potencial das pessoas, o que irá  abrir novas possibilidades. 


9. Faça de novo

Aos poucos vai se imprimindo uma nova cultura, e elevando o nível da organização. 


10. Documente a realidade

Futuramente vão lhe agradecer por isso. :-)

 
Após o fechamento do décimo ponto, retorne ao passo inicial, identificando novamente novas fontes de desperdícios. Parafraseando Marcel Telles, da InBev, falando na ocasião sobre custos, "O desperdício é como unha. Tem que cortar toda segunda-feira".

Luciano Oliveira
Curitiba, 15 de fevereiro de 2017.
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

#34 - Por quê?


A análise dos 5 porquês é uma ferramenta central na solução de problemas. Deve-se perguntar repetidas vezes "Por que?" até que se encontre a causa original de um problema. Isto implica em mover-se para cima e para baixo numa 'escada de abstrações', de uma lacuna abstrata até que se cheque a observações concretas.

Os 5 Porquês requerem prática, pois é fácil acabar longe da causa original real. Uma regra básica e útil: as causas originais invariavelmente se classificam em uma destas 3 categorias:
  • Padrão inadequado
  • Aderência inadequada ao padrão
  • Sistema inadequado
Um exemplo extraído do livro "Produção Lean Simplificada - Pascal Dennis", relata um evento em uma fábrica de motores da Toyota:

Foram produzidas 900 unidades versus a meta de 1200
Por quê?
Porque o robô parou.
Por quê?
Porque houve sobrecarga e um fusível queimou.
Por quê?
Porque o braço não estava lubrificado adequadamente.
Por quê?
Porque a bomba de lubrificação não estava funcionando direito.
Por quê?
Porque há sujeira e entulho na mangueira da bomba.
Por quê?
Porque o motor da bomba foi projetado sem filtro.

A causa original da pane provavelmente seria ou 'padrão inadequado' ou 'aderência inadequada ao padrão'. 

Luciano Oliveira
Curitiba, 3 de fevereiro de 2017.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

#33 - Sprint


A metodologia Scrum tem um dos seus pilares o Sprint.

Sprint trata de desdobramentos do projeto, onde a equipe trabalha numa atividade específica e num tempo definido. São ciclos que devem entregar parte funcional do produto a cada x dias. Isto permite que haja um feedback quase imediato do trabalho realizado. 

Ao final do período, as equipes discutem não o que fizeram, mas como fizeram. E perguntam:
  • Como podemos trabalhar melhor no próximo Sprint?
  • Quais foram os obstáculos que tivemos de remover durante este período? 
  • Quais são os obsetáculos que estão diminuindo o nosso ritmo?

Os sprints costumam ter duração de 1 semana, e não mais que 1 mês, dependendo da natureza dos projetos. As equipes decidem qual a quantidade de trabalho que acreditam serem capazes de realizar, anotam em post-its e colam num quadro. Este quadro possui algumas colunas que auxiliam na gestão visual: Pendências, Fazendo e Feito. 



A metodologia Scrum pode ser utilizada na condução de qualquer projeto, em qualquer área. Ela comunica diversos princípios com o Sistema Toyota de Produção, e é eficaz no aumento da produtividade. 


Luciano Oliveira
Curitiba, 2 de fevereiro de 2017.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

#17 - Melhoria







Os processos de melhoria estão presentes em todos os lugares. Há algum tempo atrás joguei com minha filha um jogo chamado Akinator. É uma aplicação do Inteligência Artificial (AI), que melhora a precisão quanto mais pessoas vão participando. É incrível os resultados que ele produz. 

No fundo, são ferramentas PDCA (plan-do-check-act) que norteiam estes processos.

De acordo com o Sistema Toyota de Produção, melhorias são impossíveis sem estabilidade nos 4 M's:
  • Man/Woman
  • Machine
  • Material
  • Method
A estabilidade começa com gerenciamento visual e 5S, e o alicerce deve ser o padrão. Padrão é aquilo que deve acontecer, e uma imagem clara da condição desejada. Eles tornam anormalidades imediatamente visíveis, para que ações corretivas possam ser imediatamente tomadas. Um bom padrão é claro, simples e visual.

O processo de melhoria Lean possui 4 pontos:
  1. Estabilizar os 4 M's: é o primeiro passo. Primeiro se estabiliza, depois se melhora.
  2. Fluir: a medida que se estabiliza, gradualmente se reduz o tamanho dos lotes. A regra é "faça um, mova um". 
  3. Puxar: não produza um item até que o cliente queira (fluxo abaixo). 
  4. Melhorar o sistema:  com o sistema estabilizado e controlado, pode-se buscar ações de melhoria específicas.
 

Luciano Oliveira
Curitiba, 17 de janeiro de 2017.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

#9 - Casa de Produção Lean


A figura acima representa a Casa da Produção Lean.  Taiichi Ohno concebeu o sistema Lean, que foi posteriormente estendido e aprofundado por vários praticantes, incluindo:
  • Hiroyuki Hirano: o sistema 5S
  • Seiichi Nakajima: Manutenção Produtiva Total (TPM)
  • Keniche Sekine: Fluxo contínuo
  • Shigeo Shingo: jidoka e troca de ferramenta em um dígito
 A base do sistema Lean é a estabilidade e a padronização. Aqui entram o sistema 5S, TPM, pensamento A3 e ordem visual.

As paredes são a entrega de peças e produtos. Just-in-time refere-se à produção exclusivamente do que é necessário, sem a geração desmedida de estoques. Jidoka trata da automação com uma mente humana. 

A meta (telhado) do sistema é o foco no cliente: entregar a mais alta qualidade para o cliente ao mais baixo custo, no lead time mais curto. 

O coração do sistema é o envolvimento: membros de equipe flexíveis e motivados, constantemente a procura de uma melhor forma de fazer as coisas. 

Luciano Oliveira
Curitiba, 9 de janeiro de 2017. 

domingo, 1 de janeiro de 2017

#1 - Apresentação




Este blog nasce hoje, em 1/1/2017, com um objetivo: cavar ao redor das raízes de uma árvore, para prepará-la para um transplante.

Este é o significado da palavra japonesa Nemawashi. Utilizada de distintas formas, é aplicada na gestão moderna, e difundida pelo Sistema Toyota de Produção. 

Minha proposta com este blog é criar 365 postagens distintas e diárias no ano de 2017, que relacionem a espiritualidade bíblica com o ambiente de trabalho. Mais do que isso, é liberar as inquietudes do dia-a-dia, na busca de gerar reflexões que contribuam para uma melhor qualidade de vida e o desenvolvimento das características de liderança. 

Como cristão, creio que a Bíblia Sagrada possui um inventário imenso de riquezas alentadoras, que têm a capacidade de nos aperfeiçoar como indivíduos. Seus exemplos são riquíssimos e atuais, e suas lições totalmente aplicáveis para ir ao encontro das demandas do dia a dia. Me sinto motivado através deste blog a utilizá-lo como uma ferramenta para organizar minhas próprias ideias. Assim, a audiência não será o ponto principal, mas agradeço todas as contribuições que puderem ser feitas. 

Que Deus nos abençoe.

Luciano Oliveira
São José dos Campos, 1 de janeiro de 2017.