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domingo, 30 de julho de 2017

#186 - Ideias


"Ideias que se espalham vencem, mas ideias que não são ditas sempre fracassam."
- Seth Godin -



Luciano Oliveira
Curitiba, 5 de julho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

terça-feira, 25 de julho de 2017

#184 - Equipes, por Washington Olivetto


Conselhos do publicitário Washington Olivetto para gestão de equipes:

1. É muito melhor ser co-autor de muitas coisas bacanas, que um autor solitária de uma coisa medíocre. Uma das grandes pragas de uma empresa é a competição interna.

2. Ser corajoso é muito importante, desde que não seja inconsequente com os riscos. A aventura pode ser louca desde que o aventureiro seja lúcido. 

3. A empresa precisa ter altos índices de felicidade per capita. 

4. Como diretor, ele precisa ter a capacidade de julgar o trabalho de sua equipe. Se estiver bom, não dar palpite nenhum.

5. De vez em quando, ele tem de fazer uma mágica. Uma campanha espetacular, só ele, para que seus subordinados olhem e digam: "Puxa, eu trabalho com este cara."



Luciano Oliveira
Curitiba, 3 de julho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 21 de julho de 2017

#181 - Criatividade


Como as boas ideias nascem, por Murilo Gun:

1. Da intenção de fazer diferente
2. Da combinação de inputs de diferentes universos
3. Da incubação das ideias (processamento inconsciente)
4.  Da empatia obsessiva por corrigir uma 'dor' alheia
5. Do uso inteligente das suas habilidades únicas



Luciano Oliveira
Curitiba, 30 de junho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

domingo, 18 de junho de 2017

#168 - Pintando Alvos


Extraído e adaptado do livro "A Vida Sem Crachá", de Cláudia Giudice.

Era uma vez um arqueiro, bicho do mato, famoso por atirar suas flechas sempre no centro do alvo. Quem passava por onde ele morava tinha pavor, afinal o cara era craque na pontaria. Um guerreiro, curioso e destemido, soube do feito e decidiu encará-lo para conhecer o segredo de tamanha mira. Como era possível alguém ter um índice tão grande de acertos?

Lá se foi o guerreiro para a floresta falar com o arqueiro solitário, que ao contrário da lenda, o recebeu muito bem. Tratava-se de um louco manso. 

- Você pode me explicar como consegue acertar sempre no centro do alvo das árvores dessa floresta? - perguntou o bravo lutador.

- Claro - respondeu o doidinho. - Me acompanhe!

Com habilidade, ele sacou uma flecha e, zás, atirou em uma árvore a cem metros de distância. Foi para casa e trouxe um balde de tinta. Pacientemente pintou um lindo alvo ao redor da flecha. Quando acabou, perguntou rindo:

- Quer atirar também?

Muita gente acaba pintando alvos em sua vida, contentando-se com resultados pífios pelo medo de fracassar. Acomodam-se com os pequenos lucros já obtidos, sem vontade de puxar mais a corda. 

"Quem se afasta do fracasso se afasta do sucesso."


Luciano Oliveira
Curitiba, 17 de junho de 2017
lramosoliveira

#167 - Vida Sem Crachá



Estou lendo o livro "A Vida Sem Crachá", de Cláudia Guidice.


Cláudia foi uma executiva do Grupo Abril durante 23 anos. E um dia, inesperadamente, ela foi demitida. 

Seu livro é um compilado do blog que ela escreve, o A Vida Sem Crachá. Um livro muito fácil e gostoso de ler, com boas lições e aprendizados que ela descreve ao final de cada capítulo.

Logo no começo do livro já manda um axioma: "Chefes fazem escolhas. Se não o chamaram para escolher, é porque o escolheram. Simples assim". 

Felizmente ela tinha uma espécie de "Plano B" na manga, cuja demissão pode catalisar. Uma pousada, que lhe serviu como terapia e fonte de renda. Ela está feliz, mas teve de reprogramar seu mindset, e isto lhe custou um empenho emocional considerável.

Uma vida simples foi uma das lições mais importantes, julgo eu, que deixou no livro. Descreve alguns de seus novos comportamentos:
  • Restaurantes caros. A diversão agora é procurar lugares baratos e legais com comida sensacional. Ou cozinhar em casa para os amigos.
  • Roupas e acessórios novos e desnecessários. Fiz uma vistoria nos meus armários, e tenho figurino para três encarnações. Hoje posso repetir roupas com mais frequência.
  • Sem pacotes premiuns de canais que falam só japonês na TV a Cabo.
  • Simplificar a vida, com um celular bom e funcional.
  • Otimizar as assinaturas de jornais e revistas, com apenas 1,99.
  • Explorar mais a disponibilidade de transportes coletivos. (ela escreve isso antes da popularização do Uber).
  • Abrir mão do carro. 
 Ainda não terminei o livro, porém suas histórias têm sido de grande inspiração. Praticar o desapego do status atual, e aliar isso ao empreendedorismo, pode ser uma grande fonte de alegria e prazer.

Luciano Oliveira
Curitiba, 16 de junho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sábado, 17 de junho de 2017

164 - Revisitando Modelos de Negócios



Adaptado do livro "O Navegador de Modelos de Negócios", Alta Books.

Revisitando os modelos de negócios

O atual modelo de negócios de uma empresa se torna tangível quando descrito em 4 dimensões - o cliente (quem?), a proposta de valor (o quê?), a cadeia de valor (como?), e o mecanismo de lucro (por quê?). 

Um modelo de negócios fornece uma imagem holística de como uma empresa cria e captura valor definido. Inovar significa modificar ao menos 2 das 4 dimensões explicitadas acima

Um dos principais desafios da inovação do modelo de negócio é superar a lógica dominante da empresa e de sua área de atuação. 

Empresas que outrora eram bem-sucedidas em suas áreas de atuação (Kodak, Agfa, AEG, Nokia), não conseguiram ajustar seus modelos de negócio ao ambiente em mudança a ser redor. 

Pesquisas empíricas demonstram inequivocamente que a inovação do modelo de negócio carrega um maior potencial para o sucesso do que a mera inovação de produtos ou de processos. Um estudo do Boston Consulting Group mostrou que, durante um período de cinco anos, os modelos de negócios inovadores foram 6% mais rentáveis do que seus contemporâneos que estavam criando novos produtos e processos. 


Luciano Oliveira
Curitiba, 13 de junho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

#163 - A Nova Economia



Realidades sobre a Nova Economia:

  • A Amazon se tornou a maior vendedora de livros do mundo, mesmo sem possuir uma única loja física.
  • A Apple é a maior varejista de música, apesar de não vender CDs.
  • A Pixar ganhou onze Oscars nos últimos 10 anos, sem que haja um único ator humano em qualquer um de seus filmes.
  • A Netflix reinventou o aluguel de vídeos, apesar de não possuir nem uma única loja física.
  • O Skype é a maior operadora de telecomunicações em todo o mundo, ainda que não possua nenhuma infraestrutura de rede.
  • A Starbucks é a maior rede de cafeterias do mundo para vender produtos de café padronizados a preços mais elevados.
  • O Uber é o maior frotista do mundo, sem possuir um único veículo. Além disso, possui maior valor de mercado que a GM.
  • A Airbnb não possui uma propriedade sequer, e é a maior companhia de hospedagem do mundo, ultrapassando as mais tradicionais




Luciano Oliveira
Curitiba, 12 de junho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

#162 - Paranoia



Adaptado do livro "O Navegador de Modelos de Negócios", Alta Books.

Seja paranoico

 As consequências  para as empresas na corrida pela inovação são drásticas. O antigo ditado do The Boston Consulting Group sobre a ordenha de suas vacas tornou-se cada vez menos relevante hoje. Mesmo que sejam bem-sucedidas no momento, é importante que as empresas testem regularmente seu modelo de negócio. Um pouco de paranoia não faz mal nenhum e, como disse Steve Jobs, é crucial questionar os pilares do sucesso de hoje e preparar-se mentalmente para a morte de sua empresa, mesmo que ela esteja muito bem agora. Vivemos em uma era de vantagem competitiva temporal: o sucesso só pode ser mantido se suas raízes forem continuamente reexaminadas e nutridas. 


Luciano Oliveira
Curitiba, 11 de junho de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 5 de junho de 2017

#156 - Sucesso



Segundo Richard St. John, o sucesso é uma jornada constante. Se pararmos de tentar, falharemos. 

Ele oferece um conceito de que o sucesso é feito de 8 partes fundamentais:
  1. Paixão
  2. Trabalho duro
  3. Foco
  4. Cobrar a si mesmo e a outros
  5. Ter grandes ideias
  6. Fazer melhorias constantes
  7. Servir aos outros
  8. Persistir

Luciano Oliveira
Curitiba, 5 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 29 de maio de 2017

149 - Criatividade


Estive conversando com um colega sobre o novo mundo que está se formando ao redor da tecnologia.

É incrível a quantidade de oportunidades que estão sendo geradas por meio da conectividade e mídias sociais. 

Este colega informa que é assinante de um serviço de vinho. Duas vezes ao mês chega uma garrafa de vinho ao seu endereço. Ele se mostrou muito satisfeito.

O mais interessante é como esta ideia deve ter sido concebida. Não sei se os criadores fizeram uma pesquisa de mercado, mas provavelmente pouca gente iria sugerir que queria um produto como este. Afinal de contas, vinho é algo que a gente escolhe e compra, e TV a gente assina. Não o contrário. 

Os processos criativos envolvem bastante tentativa e erro. Ainda somos uma sociedade que pune o erro, mas a nova era já está mostrando que a fase preliminar ao sucesso deve ser considerada de muito valor. Por isso, boas ideias não surgem espontaneamente. É fundamental a ciência, mas uma boa dose de intuição e muita, muita prática, fatores que tornam o indivíduo um ser cada vez mais criativo.


Luciano Oliveira
Curitiba, 29 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sábado, 27 de maio de 2017

#147 - Dores



A principal lição para quem quer empreender, mas ainda não sabe o que fazer é:

"Procure resolver uma DOR que as pessoas têm."

Um negócio somente poderá ser bem-sucedido se aliviar a dor de alguém. A dor é um eficaz motivador de movimento humano. E movimento gera riqueza. 


 

Luciano Oliveira
Curitiba, 27 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

quinta-feira, 11 de maio de 2017

#131 - Gente de convence


Extraído do livro "Gente de Convence", de Eduardo Ferraz, as 10 ferramentas que fazem a diferença na hora de ser mais firme e convincente:

  1. Aproveite o seu perfil de convencimento. Existem 6 tipos de perfis que podem ser avaliados neste link
  2. Fale sobre sua vida, conhecimento e experiências.
  3. Demonstre confiança e assuma a responsabilidade.
  4. Abra espaço para ser questionado.
  5. Use o bom humor
  6. Demonstre humildade, mas evite o coitadismo
  7. Explique como resolverá os problemas/necessidades do outro
  8. Ofereça valor, não preço
  9. Ofereça uma amostra grátis
  10. Use "E" em vez de "OU"

Luciano Oliveira
Curitiba, 11 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sábado, 6 de maio de 2017

#126 - Star



O Centro de Desenvolvimento de Carreiras do MIT sugere a abordagem "STAR" na entrevistas. 

STAR é o acrônimo para Situação, Tarefa, Ação, Resultado. Preparar STARs concisos pode aumentar a efetividade de entrevistas. 

Vale tanto para o entrevistador quanto para o candidato. Utiliza-se a abordagem STAR da seguinte forma:

  • SITUAÇÃO: Fale sobre um situação de conflito passada.
  • TAREFA: Fale sobre sua tarefa e responsabilidade no desenrolar da situação.
  • AÇÃO: Quais ações foram tomadas para resolver.
  • RESULTADOS: Quais resultados foram alcançados.


Luciano Oliveira
Curitiba, 6 de maio de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 28 de abril de 2017

#118 - Money


A seção de Economia da UOL adaptou um artigo da Business Insider, que no jargão popular "joga para a torcida". 

Ser rico é algo desejado pela maioria. Afinal, todo mundo tem um plano para os milhões que viesse a ganhar na Loteria, mesmo nunca tendo jogado. O dinheiro em abundância mexe com a imaginação.

O artigo destaca 10 comportamentos que afastam a possibilidade de angariar uma grande bolada.

  1. Trabalhar duro, mas de maneira não inteligente. Tanto quanto trabalhar muito, saber investir é fazer o dinheiro gerar mais dinheiro.
  2. Pensar apenas em economizar, ao invés de ganhar mais. Concentrar em aumentar a renda é mais eficaz que reduzir os gastos.
  3. Ganhar mais do que gasta é um óbvio comportamento destrutivo. Num país com os juros mais altos do mundo como o Brasil, ser devedor é um péssimo negócio.
  4. Contentar-se com um salário estável. Pessoas ricas preferem receber pelos resultados que geram, ao invés de apenas serem compensados pelas horas trabalhadas. 
  5. Investimento tardio. Quem demora muito para investir perde o maior dos benefícos: a mágica dos juros compostos. Em média, milionários investem 20% do que ganham.
  6. Perseguir o sonho de outra pessoa, e não o seu. 
  7. Raramente sair da zona de conforto. Quem for acomodado nunca terá mais. Pessoas ricas enfrentam as incertezas, medos e correm riscos. 
  8. Não ter metas para seu dinheiro. 
  9. Gastar antes e poupar o que sobrar.
  10. Achar que ficar rico não é um plano para si mesmo, e que isto é coisa de sortudos. 
Apesar do assunto em questão poder diferir um pouco do tema deste blog, as recomendações acima tocam numa questão muito importante: a mudança de postura em relação à vida. E isto tem muita relevância.

Luciano Oliveira
Curitiba, 28 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

domingo, 9 de abril de 2017

#99 - Inovação


Ricardo Semler é um conhecido executivo brasileiro, que se tornou famoso nos anos 80/90 pela forma que gerenciava seus negócios. 

Avesso a forma de gestão vigente, o modelo 'taylorista-fordista', é um evangelista das formas disruptivas e inovadoras de administração. Segundo ele, as organizações de hoje trabalham ainda no mérito de "muita gente, muitos processos e uma linha de montagem". Diz que, como reflexo disso, a possibilidade de inovar dentro de uma empresa dos padrões atuais é de apenas 1%. 

Fundos de private equity dominam as empresas modernas. Buscam replicar formas de gestão idênticas. Muitas com sucesso até o momento, porém a custas de muita rotatividade. Alguns setores chegam a mais de 100% a troca de funcionários ao longo dos anos. 

Modelos atuais estão ultrapassados e não atendem aos anseios de novos profissionais que querem um ambiente mais flexível e humanizado. As organizações precisam ser mais desenhadas para as pessoas, ao invés de números. Em sua experiência, Semler conseguiu reduzir a rotatividade de sua empresa para 2%, tornando os funcionários responsáveis pela organização. Talvez não tenha conseguido atingir todos os seus objetivos, porém, sua ousadia e liderança para romper com os padrões atuais que estão amalgamados pelo capital, o tem feito ser ouvido por uma grande multidão.

Luciano Oliveira
Curitiba, 9 de abril de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sexta-feira, 17 de março de 2017

#76 - Funcionários-polvo



Matéria publicada na BBC Brasil alerta sobre um efeito pouco conhecido do desemprego: a criação de funcionários-polvo.

A baixa de alguns funcionários sobrecarrega os que permanecem, acumulando múltiplas funções. Isto é agravado pelo medo da demissão, às vezes utilizada de forma maquiavélica por chefes despreparados. 

Os funcionários que assumem estes papéis são normalmente os mais versáteis, e num primeiro momento se sentem orgulhosos por terem permanecido. Nota-se um aumento da produtividade, pois os menos produtivos foram demitidos, mas o pico da curva é limitado exatamente no momento em que os funcionários se cansam. As pessoas não conseguem dar 100% de si o tempo todo. 

A partir do momento onde os funcionários-polvo são levados ao limite, começa uma baixa na produtividade. As serviços são entregues com má qualidade, desmotivando o funcionário que vê tanto trabalho dar em nada. Isto pode desencadear um círculo vicioso, onde mais trabalho implica numa piora na qualidade, demandando retrabalho. O ambiente torna-se cada mais cinzento, diminuindo ainda mais a motivação, realimentando o ciclo.

Como interromper este ciclo?

Quebrar este círculo vicioso não é fácil. Exigirá maturidade da gestão, reconhecendo a incapacidade de continuar desta forma. Envolver os funcionários numa solução comum, pedindo sugestões, pode ser uma boa estratégia. Se sentirão comprometidos para que aquilo funcione. 

Eliminar os desperdícios é vital. Falei em outro post sobre os 8 tipos de desperdícios, segundo a metodologia Lean.

Por último, talvez seja necessário um downsizing, revisando as metas e selecionando os clientes mais rentáveis. Isto irá diminuir o faturamento, mas preservar os lucros e garantir o funcionamento da empresa. Os clientes que restarem serão melhor atendidos, e a satisfação no trabalho aos poucos vai retornando.


Luciano Oliveira
Curitiba, 17 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

segunda-feira, 6 de março de 2017

#65 - Os cinco segredos da inovação


Os 5 segredos da inovação, segundo Andrés Oppenheimer:

1. Criar uma cultura de inovação

A cultura da inovação é um clima que produza um entusiasmo coletivo pela criatividade, e que valorize os os inovadores produtivos da mesma maneira que o futebolistas, desportistas e artistas. 

Lamentavelmente a América Latina tem uma média de 560 cientistas por milhão de habitantes, enquanto a Coréia do Sul  tem 5.451 investigadores científicos por milhão de habitantes, segundo o Banco Mundial.

2. Fomentar a educação para a inovação

Na região da América Latina há um déficit de capital humano para a inovação. Isto não é nenhuma novidade, já que a maioria dos estudantes de voltam para as matérias de humanidades e ciências sociais. Enquanto a Finlândia e a Irlanda possuem 25 graduados em engenharia por milhão de habitantes, no Chile há somente 8 engenheiros por milhão de habitantes. No México, 7, Colômbia 6, Argentina 5 e menos ainda no resto da região.

Uma das principais formas de fomentar a educação tecnológica é jogando. Segundo Bill Gates, as escolas deveriam mudar a abordagem de ensino com as crianças, tornando o ensino de ciências mais interativo, lúdico e atrativo.

3. Revogar as leis que matam a inovação

Os países latino-americanos devem diminuir leis que dificultam a abertura e fechamento de empresas, promover o respeito à propriedade intelectual e modificar a abordagem para não penalizar os que fracassam em seus empreendimentos. 

4. Estimular o investimento em inovação

O país que mais investe em inovação e desenvolvimento é Israel, que destina 4,3% de seu PIB nesta área. O Brasil destina 1%, e outros latinos menos que esta cifra. A maior parte do dinheiro distribuído pelo governo é feito através de universidades públicas, e não nas empresas privadas, que são as que mais conhecem o mercado.

5. Globalizar a inovação

Cada vez mais a inovação é um processo colaborativo. Hoja a China tem 441.000 estudantes universitários no exterior. Índia, 170.000. Coréia do Sul, 113.000. O Brasil possui 23.000 e a Argentina 9.000. Aplaudimos a globalização no futebol, mas não nas ciências. 

Andrés diz que no futuro os países não irão mais competir por territórios, mas por talentos. 

Luciano Oliveira
Curitiba, 6 de março de 2017
lramosoliveira@yahoo.com.br

sábado, 11 de fevereiro de 2017

#42 - Criatividade


A criatividade está muito mais ligada à capacidade de acolher e elaborar estímulos do que as recursos disponíveis, ou mesmo à ressonância que o encontro de duas ou três pessoas criativas pode produzir, quando se estimulam intelectual e reciprocamente com suas ideias. As condições ideais, na minha opinião, são ainda aquelas escritas por Platão em 'O Banquete': comodidade, um grupo de amigos criativos, paixão pela beleza e pela verdade, liderança carismática, tempo à disposição, sem a angústia de prazos ou vencimentos improrrogáveis. No final das contas, a felicidade consiste também no fato de não termos prazos a cumprir. - Domenico De Masi - O Ócio Criativo

A criatividade se nutre de desperdício: de milhares de horas de reflexão ou exercício, que vistas de fora podem parecer pura perda de tempo. Mas na verdade são uma perambulação do corpo e da mente, que mais cedo ou mais tarde acaba desembocando numa ação positiva: numa obra de arte, num novo teorema, num romance.  - Idem



Luciano Oliveira
Curitiba, 11 de fevereiro de 2017.
lramosoliveira@yahoo.com.br